Cultura em Santo Amaro: Casa do Samba e Memorial de Dona Edith


O Recôncavo Baiano é culturalmente marcado pelo samba-de-roda e Santo Amaro é uma das mais belas representações dessa raiz. Dois dos mais importantes espaços culturais da região se prestam à memória do samba-de roda: a Casa do Samba e o Memorial de Dona Edith do Prado.

Já na chegada à cidade, pode-se ver a Casa do Samba que fica estrategicamente localizada próxima à rodoviária. O casarão de estilo colonial, pertencente ao Conde de Subaé, já serviu à família Araújo Pinho e foi vendido para a prefeitura de Santo Amaro em 1977, sendo tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (IPHAN) em 1978. Em 2007, transformou-se na Casa do Samba de Santo Amaro (Centro de Referência do Samba-de-roda), como o vemos hoje. A Casa guarda documentos históricos, possui estúdio para gravação de cd’s e albergue para visitantes que prefiram passar a noite na cidade (a diária custa R$15). Aberta para visitação de segunda a sexta de 8h as 17h e sábado, de 09h as 14h, o espaço também conta com a exposição “Samba de Roda”, com fotografias de Luiz Santos. A exposição pretende buscar o samba na ritualidade, com fotos que expressam os rituais, a festa, a comida e a indumentária, além de imagens de santos, já que a religiosidade está intrinsicamente associada ao samba.

O Memorial de Dona Edith do Prato funciona na Câmera dos Vereadores e completa um ano de fundação no próximo dia 13 de junho. A reza de Santo Antônio, realizada tradicionalmente na casa de Dona Edith, será realizada no Memorial nos dias 11, 12 e 13 de junho. O memorial recebe estudantes de vários lugares para visita e bate-papo sobre a história do samba-de-roda. Seu acervo é composto por fotos, pelo prato que Dona Edith utilizava como instrumento para seu samba, as roupas que vestia nas suas apresentações, trechos gravados de entrevistas para rádio, vídeo e CD’s, entre outros. No espaço, também são realizados encontros com escritores e cursos.

Dona Edith, que foi mãe-de-leite de Caetano Veloso, deu vida ao samba-de-roda e cantos folclóricos. Como instrumentos musicais, utilizava o prato e a faca que raspava no prato. Faleceu em 2009, tornando-se referência para sambadores e sambadeiras.

Datada de 1929, a inscrição na faixada da Casa do Samba, de que “este prédio revivem as tradições da nobreza que unida ao povo batalhou pela causa da independência do Brasil” diz muito sobre a história do Recôncavo Baiano. Visitar essa região e conhecer o samba-de-roda, à medida que a história do samba diz muito sobre nossa ascendência escrava, são passos importantes para conhecer a Bahia.


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