Texto de Formação para Novos Membros

  •  Pedrita Maria e Igor Tiago 

           No texto de formação para os novos membros cujo tema é abordar o direito à comunicação como um direito fundamental, seu principal objetivo é tentar abrir os olhos da população e ser um instrumento para que outras organizações possam replicar esta iniciativa em âmbito local, monitorando a programação e se articulando para denunciar as violações de direitos na mídia. Também traz informações sobre a concentração de propriedade e as políticas de comunicação.

           A obra “A sociedade ocupa a TV: o caso Direito de Resposta e o controle público da mídia” é um conjunto de artigos sobre o controle público da TV e a história do programaDireitos de Resposta, exibido na Rede TV. A exibição do Direitos de Resposta foi resultado de uma Ação Civil pública movida pelo Ministério Público Federal juntamente com outras 6 instituições, contra o programa “Tardes Quentes”, da Rede TV.

           Moveram contra o programa Tarde Quente e seu apresentador João Kléber uma ação civil pública que pedia, entre outros pontos, um direito de resposta aos grupos e comunidades agredidos pelas conhecidas “pegadinhas” que iam ao ar diariamente, às 16h, e eram assistidas, em seus picos de audiência, por mais de 20 milhões de telespectadores, segundo os dados da própria emissora. l, o programa tinha como marca a exploração da miséria humana e o desrespeito a minorias; seu suposto “humor” estava baseado na exibição de cenas preconceituosas contra mulheres, homossexuais, pessoas com deficiência. Provocava, portanto, um riso bastante duvidoso, que, no mínimo, reforçava e perpetuava a discriminação.No lugar de Tardes Quentes, a Rede TV  foi obrigada pela justiça a veicular 30 horas deprogramação integralmente idealizada e produzida pelas organizações envolvidas na Ação Civil Pública. Durante os 30 dias de exibição, debates, vídeos, entrevistas e até comerciais traziam à telinha os direitos humanos e a voz de sujeitos historicamente excluídos da TV brasileira. Direitos das mulheres, diversidade sexual, cultura, esporte, comunicação, acesso à justiça, questão racial e indígena, educação, juventude, saúde, questão agrária, foram alguns dos temas abordados, sempre na perspectiva na luta e garantia dos direitos e da pluralidade.O programa contou com mais de 400 produções independentes enviadas por cerca de 150 organizações de todo o Brasil.

          Como a televisão é um dos meios de comunicação de massa mais ativos na sociedade,torna-se bastante influenciador nas ações dos cidadãos e isso reflete para todo meio social. Assim, numa sociedade onde milhões de crianças, jovens e adolescentes passam mais horas diante da televisão do que na escola, é possível imaginar um processo educacional sem que os meios de comunicação sejam levados em conta?

          A escola que ignora o poder dos meios de comunicação audiovisual não contribui para a transformação nem para a melhoria de nossa sociedade; pelo contrário, priva seus alunos da compreensão do nosso momento histórico e, dessa forma, ajuda a perpetuar as mazelas e as desigualdades sociais geradas pela dinâmica da Modernidade Tardia.

          Diante deste fato e da atual hegemonia das indústrias culturais na construção domaginário social, a pesquisa “não se perca no controle remoto” tem como objetivos de pesquisar nas escolas o consumo televisivo das crianças e dos jovens estimular uma visão critica em relação ao que se vê na TV.

         Para se acontecer isso,precisamos de um projeto de mídia-educação. A mídia-educação é uma proposta educativa que visa educar para a cidadania, promovendo, por meio de uma fundamentação teórica e metodológica transdisciplinar, a mediação integral de todas as mídias/meios de comunicação.

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