Saiba como surgiu a Agência Experimental

Próximos de concluir a graduação e recém-saídos da gestão do Centro Acadêmico da Faculdade de Comunicação (UFBA), André Araújo (25), Clarissa Viana (24) e Cleide Vilela (24) tiveram a idéia de prosseguir com a idéia de projetos que interagissem com movimentos sociais, idealizados quando os mesmos ainda pertenciam ao C.A da Facom. No intuito de dar continuidade e garantia de financiamento a estas propostas, eles resolveram inscrever um projeto para o PROEXT Cultura 2007. O resultado desta iniciativa foi a criação de uma instância com articulação que atinge fielmente o conceito-base de extensão acadêmica: sair dos limites físicos da faculdade e interagir com os grupos e equipamentos sociais disponíveis nos espaços externos. Assim dava início a trajetória da Agência Experimental em Comunicação e Cultura.

Inspirados pelos trabalhos realizados pela Liga Experimental de Comunicação da UFC (Universidade Federal do Ceará), a Agência Experimental iniciou suas atividades propondo um modelo diferenciado de organização, sem burocracias, sem relações hierárquicas de serviços e principalmente, movida pela autogestão dos seus membros. O grupo começou suas atividades acompanhados de mais dois novos membros – Marileide e Natália Valério. Este começo não foi tão simples assim. A sala, reservada para as atividades, apresentava muitos problemas físicos que dificultavam o andamento dos projetos. Além deste problema, o início da AECC também sofreu com atraso das verbas, poucas pessoas para a quantidade de demandas veiculadas e falta de equipamentos essenciais para realização de atividades, como computador. Entretanto, nenhum destes fatores interferiu para desistência da equipe. Pelo contrário, através de um projeto elaborado que consistia na criação de uma rádio comunitária no bairro de Escada (subúrbio ferroviário) eles conseguiram a parceria do SESC e realizaram uma capacitação de comunicadores comunitários aberta ao público e sem custo para a inscrição, sendo este o primeiro projeto bem sucedido da Agência. Além deste, surgiram também assessoria a espaços e grupos culturais e sociais como: a rádio comunitária do Calabar, MSTB, Centro Cultural Plataforma e Biblioteca Paulo Freire.

Atualmente, cinco anos após a criação da instância, os três ex-membros da AECC continuam atuando na proposta de articulação com grupos comunitários através da Associação Ginga Comunicação Popular, grupo de atuação em assessoria à movimentos comunitários.A pretensão deles é atingir a área de formação em gestão cultural, mas para chegar até lá percebe-se que experiência em transformar idéias em ações não lhes falta e, nem tampouco, lhes faltará.

Fotos dos primeiros anos da Agência Experimental – Acervo Pessoal

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