Encontro histórico na Facom trata de temas raciais e feministas

PorAline Laranjeira, Adriano Motta e Erick Barbosa
Foto: Divulgação/
Encontro Antonieta de Barros de Mulheres da Facom

Resistir. Essa foi a palavra que resumiu o I Encontro Antonieta de Barros, nos dias 7 e 8 de agosto, no auditório da Facom. Os dois dias contaram com testemunhos e opiniões de mulheres negras que, por meio de seus discursos, proferiram o grito de guerra a favor de seu espaço na sociedade. Ao fim de cada encontro, houve uma oficina de turbantes.

Samira Soares, youtuber feminista e estudante do BI, e Raquel Franco, estudante de Produção Cultural, protagonizaram o primeiro dia. O tema discutido por elas foi feminismo interseccional. Enquanto Raquel realizou uma linha do tempo expondo a luta feminista, Samira cuidou da explicação do que viria a ser essa modalidade de feminismo. “A intenção é de se entender o discurso alheio, para que haja a união de forças”, disse.

A ativista ainda ressaltou a importância do enfrentamento. “Se eu estou incomodando, é porque é bom”. Destacou também que a problemática do racismo deve estar presente nas salas de aula, nos debates e discussões cotidianas. Quando indagada sobre as fraudes no sistema de cotas na UFBA, Samira responde que “autodeclaração não é bagunça”. Segundo ela, “o movimento negro compreende o processo de colonização, de branqueamento, mas quem é negro é negro”.

No segundo dia, Vânia Dias, apresentadora no programa Soterópolis da TVE, Daiane Rosário, estudante de Jornalismo na Federal baiana e Val Benvindo, integrante da equipe de produção da Tia Má, comentaram sobre a mulher negra na universidade e na comunicação. Vânia abordou sobre a ampliação dos espaços da mulher negra no telejornalismo: “Hoje eu apresento meu programa de torso, mas na primeira vez em que apresentei foi um escândalo”.

Comunidade e Empoderamento

Tanto Daiane quanto Val veem a possibilidade de empoderar as comunidades através das redes sociais e dos meios audiovisuais. Daiane, que também lida com a sétima arte, mostrou uma pesquisa realizada neste ano pela Ancine sobre a presença feminina e negra no cinema. Os resultados obtidos demonstraram que mulheres negras não dirigiram ou roteirizaram um filme sequer entre os de maior bilheteria no período de 1995 a 2016¹. Aproveitando o gancho, a estudante exibiu o trailer de Travessias Negras – série documental de cinco episódios que relata a vida de jovens negros e o seu processo de ingresso na UFBA por meio das Políticas de Cotas.    

Referências

¹http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2017-04/pesquisa-da-ancine-confirma-pequena-presenca-feminina-na-producao

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