Prévia Jaé – Um formigueiro de conquistas

Às 14h em ponto, no dia 9 de novembro, estivemos na Cipó. Fundada em 1999, uma das ONGs mais reconhecidas na cidade de Salvador, ainda está de pé. Entre frustrações e vitórias, a organização se mantém otimista com o seu objetivo: transformar a vida de jovens de comunidades por meio da comunicação. Por mais estranho que para alguns possa parecer, o seu principal método de mudança é através do audiovisual.

Nós, estudantes de jornalismo, em tantos momentos, mostramo-nos sisudos e antipáticos. Ao depararmos com esta ONG, levamos um choque – não apenas por sermos ainda uma coisa que lembra os calouros do universo da comunicação, mas por nunca termos visto tamanho empenho em se desenvolver a empatia através de métodos comunicacionais simples. A fotografia, vídeo ou artes visuais, aos nossos olhos, nunca seriam instrumentos de transformação ativa e efetiva, porém a juventude acolhida pela organização viu futuro na proposta.

Desbravando aquele lugar tão escondido no bairro do Rio Vermelho, só se via escrito na lousa branca ou se ouvia nas explicações dos organizadores sobre projetos, projetos e mais outros tantos projetos. Ana Flávia, uma das organizadoras, comentava e esclarecia os propósitos, avanços e desafios do grupo. Apesar de não ser possível mensurar os seus efeitos sobre o público-alvo, todos se viam contentes ao perceber que, ao longo de mais de 10 anos de existência, vidas foram transformadas.

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Produções gráficas dos jovens envolvidos nos projetos da Cipó                       Foto: Aline Laranjeira/AECC

O negócio deu certo porque acreditar na força motriz da juventude é dar um salto na qualidade de vida futura. Criar naqueles que não têm oportunidades frequentes perspectivas vindouras foi o ponto chave para que o trabalho se efetivasse. “A questão não é dar voz aos jovens, mas sim oportunidade”, ressaltou Ana Flávia, muito solícita e contente pela nossa presença.

Embora, durante a visita, todos nós percebêssemos a hospitalidade e atenção das pessoas para com nossa pauta, a sede da Ong não nos pareceu muito atraente. Chegando de 99 táxi, acionamos o interfone, identificamo-nos e adentramos em um ambiente estreito e escuro. Uma escadaria, logo a frente, conduziu-nos à uma espécie de torre de Rapunzel. Quando enfim chegamos, a vista nos trazia um emaranhado de sensações. Um painel de plantas esverdeadas cobria a parede, formando o que mais parecia um enorme telão de cinema. Do lado de dentro, a ONG. Do lado de fora, a comunidade.

Decerto, não imaginávamos um lugar com um grande espaço esverdeado. O sol também colaborou para a bela imagem a nossa frente. Mesmo que ao fundo víssemos fortes mazelas sociais, percebemos que a beleza encontrava-se nas redefinições idealizadas pelas pessoas que arduamente, dia após dia, trabalham – e batalham – na Cipó.

 

Por: Aline Laranjeira

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